domingo, 10 de fevereiro de 2019

Resumo: A Conquista do México de Hernán Cortez



A Conquista do México.
Hernan Cortez (1485-1547) o destruidor de uma civilização.
Nasceu em Medellín (Badajoz) e Morreu em Castilleja de La Cuesta (Sevilha). Fracassado nos estudos e com um espírito aventureiro e militar, Cortez alistou-se com 19 anos (1504) na nau de Alonso Quinteiro que partia rumo as Índias Ocidentais.
Esteve presente em inúmeros eventos que marcaram a sangrenta colonização da América pelos espanhóis com por exemplo a conquista de Cuba por Diego Velásquez (1511).
Após a expedição à Yucatán feita por Juan Grijalva, Hernán foi enviado à região em 10 de fevereiro de 1519.
O presente resumo analisa as cinco cartas enviadas ao rei da Espanha que compõe o livro, e que relatam esta expedição de conquista do México.
A primeira carta foi escrita pelo regimento de Vila Rica e as outras quatro pelo próprio Cortez. Estas cartas-diário relatam o caminho percorrido por Cortez desde seu desembarque em Yucatán até a queda de Tenochtitlán.
A crônica do fim do império Asteca .
Entre os conquistadores espanhóis, nenhum nome é mais consagrado, temido e odiado do que o de Hernan Cortez, o capitão que subjugou e aniquilou a maior e mais poderosa civilização do Novo Mundo - o império asteca.
Acompanhado por apenas quatrocentos homens, dezesseis cavalos, 32 escopetas e quatro canhões (mas contando com a ajuda de milhares de indígenas), Cortez derrotou um exército de cerca de quinhentos mil homens e arrasou a cidade que talvez fosse a maior do mundo de sua época; a fabulosa Tenochtitlan, com seus modernos canais navegáveis, jardins botânicos, zoológicos, aquedutos e mercados.
O ouro roubado dos astecas revolucionaria toda a economia europeia, proporcionando a acumulação inicial de capital para a explosão capitalista que se seguiria. Historiadores calculam que, entre guerras e epidemias, morreram, em menos de trinta anos, vinte milhões de indígenas. 'A conquista do México' consiste em cinco cartas que Cortez enviou ao imperador Carlos V, da Alemanha e da Espanha, narrando - com todos os detalhes e apavorante realismo - tudo o que se passou desde sua partida de Havana, em 10 de fevereiro de 1519, até a conquista definitiva da nação asteca, dois anos mais tarde. Trata-se de uma obra definitiva para a compreensão de um dos momentos-chave na História - o violento choque entre duas culturas, a aniquilação de uma delas e o surgimento do rosto mestiço que o México e o continente então assumiriam.
Primeira Carta.
A primeira carta escrita por Cortez entre junho e julho de 1519 ao rei Carlos V da Espanha foi perdida e jamais encontrada. Sendo, portanto, substituída pelo relato enviado ao imperador pela justiça de Vila Rica de Vera Cruz em 10 de julho de 1519.
Esta primeira carta tem como objetivo primeiro atacar o principal inimigo de Cortez, Diego Velázquez de Cuéllar então governador de Cuba. É possível notar em todo corpo da carta a intenção de desmerecer as primeiras investidas feitas por Velázquez a parte continental da América.
Cortez então narra a sua investida sobre a península de Yucatán, está sim, segundo ele, produtiva. Aqui há a narrativa de seu primeiro contato e sua primeira batalha contra os nativos.
O interessante – e será algo que se estenderá por todas as cartas – é que a todo momento Cortez alega não desejar o confronto, mas apenas que os nativos aceitem seu Deus e os reis da Espanha como senhores. A recusa indígena, em muitos casos, é motivo para o massacre.
Ao final da carta, Cortez pede encarecidamente que os reis da Espanha não transformem Velázquez em governador destas novas terras, pelo fato dele ser mal com os indígenas e com os espanhóis.

Segunda Carta.
Esta sim escrita pelo próprio Cortez narra a descoberta, por meio de relatos dos próprios indígenas, da existência de um rei (Montezuma) e de uma grandiosa cidade situada no meio de um lago (Tenochtitlan).
Esta carta também deixa claro como Cortez foi se aproveitando das disputas e rinchas entre os povos nativos para organizar um grande exército indígena. Em suas próprias palavras “usava a discórdia para subjuga-los ainda mais”.
Aqui, ele relata sua marcha pelo México rumo à Tenochtitlan e como no caminho deixou um rastro de sangue, matando todos os indígenas que se rebelassem contra ele, a coroa ou a fé católica.
Chegando em Tenochtitlan, após diversas batalhas violentas e imprevistos pelo caminho, Cortez se maravilha com a arquitetura da cidade, seus canais, sua população, suas pirâmides, seus costumes e ritos. Sendo prontamente recebido por Montezuma que em seu primeiro diálogo deixa claro a sua crença de que Cortez é o deus asteca Quetzalcoatl (serpente emplumada) que viria do Leste após seu exílio para instaurar uma era de ouro no México.
Cortez como forma de agradecimento pela calorosa recepção coloca Montezuma em cárcere privado, destrói as imagens de ídolos astecas de um templo alegando serem falsos colocando imagens de santos em seu lugar e inicia sua investigação atrás de ouro.
Nesse meio tempo recebe a informação de que Diego Velázquez havia enviado tropas para matá-lo. Segundo Cortez, o desembarque de Pánfilo de Narváez à mando do governador de Cuba, foi uma tentativa de tomar o controle de Tenochtitlan à revelia do rei espanhol.
Após longa negociação, Cortez lançou-se contra Narvaez prendendo-o. Contudo, qual não fora sua surpresa quando ao regressar a Tenochtitlan deu de cara com uma gigantesca revolta ao qual Montezuma, que estava preso, não tinha nenhum controle. Cortez, seus homens e o imperador Asteca ficaram encurralados em uma fortificação por dois dias, ao final deste tempo Montezuma se propos a fazer a mediação com os revoltosos, mas assim que pôs a cara no terraço foi atingido na cabeça por uma pedra que o levou a óbito.
Teve então um conflito que se estendeu por dias, sendo até esse momento a batalha mais difícil de Cortez. Apesar das enormes baixas astecas, Hernán achou mais prudente deixar a cidade. Os combates foram intensos e segundo a estimativa do próprio Cortez, ele perdeu cerca de 150 espanhóis, 45 cavalos e dois mil indígenas aliados. Este momento ficou conhecido como “La noche triste”.
A retirada foi dramática e os combates intensos. Cortez só conseguiu descanso quando chegou em território de inimigos dos Astecas. Ali ficou sabendo que após a morte de Montezuma, seu irmão, Cuetravacin tomou o poder e estava fortificando a cidade, preparando-a para defendê-la.
Um dado interessante é que foi neste período que Cortez batizou o México de Nova Espanha.

Terceira Carta.
A terceira carta tem como pontos principais o relato da reconquista de Tenochtitlan e as primeiras mortes em decorrência da varíola.
A preparação do ataque ocorreu na cidade de Tezcuco, onde há a chegada de reforços e de 13 bergantins (pequenas embarcações) que serão utilizados na reconquista da capital asteca.
A marcha até Tenochtitlan é marcada por confrontos sangrentos, entre espanhóis e aliados contra os de Tenochtitlan e aliados.
Para transportar os bergantins até a capital asteca foi construído um gigantesco canal até o lago Texcoco. Na véspera do ataque, Cortez revisou a tropa e dividiu-a em três que tinham como objetivo cercar a cidade enquanto Hernán avançava com seu bergantim.
O cerco, as batalhas, o avanço e o genocídio durou várias semanas. Neste cerco os espanhóis sofreriam outra grande derrota ao tentarem dominar o mercado da cidade.
Após 45 dias de cerco, Cortez chegou a conclusão de que o povo de Tenochtitlan iria lutar até a morte e que a única coisa a ser feita a ser feita era destruir tudo conforme se avançava. O que, segundo ele, lhe causou grande dor pois esta era a cidade mais bela do mundo.
A fome, as investidas, a sede e as doenças castigavam o povo asteca, e mesmo com a conquista de grande parte da cidade – inclusive a praça – eles não davam sinais de rendição.
Após inúmeras tentativas frustradas de um acordo de paz com Guatimucin (sucessor do irmão de Montezuma), Cortez ordena o ataque final ao último reduto asteca. Um dos capitães dos bergantins capturou o imperador e o entregou a Cortez. Com a prisão de Guatimucin tem fim os 75 dias de cerco em 13 de agosto de 1521.
Após a consolidação da vitória o próximo passo era encontrar um caminho para o mar do sul (oceano Pacífico).

Quarta Carta.
Após a conquista de Tenochtitlan é hora de pacificar o México e Cortez envia tropas para todos os cantos afim de encontrar ouro, conquistar terras, subjugar nativos e encontrar uma passagem para o Oceano Pacífico.
Nesta carta Hernán, muito astutamente, reclama de duas situações. Uma é o custo de suas expedições, dizendo estar afogado em dívidas e pedindo apoio financeiro do rei. A outra é a intromissão e a tentativa de tomada de controle do México por seus inimigos Diego Velázquez e Francisco de Garay.

Quinta Carta.
Cortez sai de Tenochtitlan e marcha até Yucatán afim de encontrar um grupo de espanhóis que segundo eles, estavam molestando os indígenas daquela região. O caminho até lá é duro e muito sofrido.
Cortez fica sabendo de um plano para mata-lo orquestrado por Guatimucin, que o acompanhava em sua expedição. Ele é condenado à morte.
Nesta carta, Hernán mais uma vez relata problemas financeiros e administrativos. Reiterando as reclamações da quarta carta. Ficando evidente em todas as cinco cartas como Cortez é astuto no trato com o rei, muitas vezes manipulando-o a seu favor.
Referências.
CORTEZ; Hernan. A Conquista do México. Porto Alegre; L&PM pocket, 2011. 232 páginas.


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