quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Explicando o Diagrama de Darwin.

O presente diagrama encontra-se explicado no capitulo IV intitulado “A Seleção natural ou a perseverança do mais capaz” dentro do livro A Origem das Espécies de Charles Darwin, com o subtítulo “Prováveis efeitos da ação da seleção natural, em seguida à discrepância dos caracteres e à extinção sobre os descendentes de um antepassado comum”.
Partindo do princípio que sou leigo em biologia, decidi escrever e tentar explicar esse diagrama durante uma releitura do livro em questão por dois motivos. Primeiro para ajudar a todos, que assim como eu, sentem uma grande dificuldade na leitura de tão grandiosa obra, especialmente em momentos em que o livro abusa de termos próprios deste campo da ciência. Segundo não encontrei nada na internet voltado para o público em geral.
A primeira coisa que devemos entender é que cada linha horizontal corresponde a mil gerações – Darwin usa esse número como exemplo. Supondo que A seja um animal ou um vegetal de uma variedade muito rica em sua própria região.
E as linhas que sobem de A em direção ao topo do diagrama são as diversas variações que seus descendentes apresentaram. Como somente as variações vantajosas persistem, observe que, de todas as variações de A, somente as variações e m¹ foram capazes de, após mil gerações, gerar uma nova variedade de ser vivo. Ainda parecidas, em parte, com a original A, mas mesmo assim diferentes.
Cada variedade (a¹ e m¹) evoluiu a sua maneira, herdando características que lhe eram úteis na luta pela sobrevivência. Como estas duas variedades são mutáveis, as variações persistem durante as dez mil gerações seguintes. Observe ainda que no decorrer da evolução de a¹ e m¹ vão surgindo novas variedades.
Darwin chama a atenção ainda ao fato de que a espécie original A dou origem ao final de dez mil gerações as espécies a¹º, f¹º e m¹º. Três espécies completamente diferentes, mas que possuem um ancestral em comum.
E se chegarmos à décima quarta geração veremos que a espécie A gerou oito espécies diferentes.
Da mesma forma que uma determinada espécie pode gerar oito novas espécies, como no exemplo hipotético de Darwin, uma espécie pode não se modificar, ou modificar-se pouco, neste mesmo passar de tempo. É o exemplo da espécie F, que após catorze mil gerações se manteve intacta.
Fonte:

DARWIN; Charles: A Origem das espécies. São Paulo, Folha de São Paulo, 2010. Coleção: Livros que mudaram o mundo. 368 pág’s.

2 comentários:

  1. lembrando-lhe que em F, por esse gênero estar em um ambiente que não ouve uma competição tão acirrada como nos outros gêneros, F não precisou produzir variedades ou divergências de caracteres extremamente grandes para a sua sobrevivência, sendo assim os descenderes do gênero F conseguiram preservar grande partes de estruturas do seu ancestral em comum.

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