quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sócrates: “só sei que nada sei”.


Ao ouvir a história de que o oráculo o havia tido como o homem mais sábio de todos, Sócrates mergulhou em um turbilhão mental. Logo ele, que dizia não saber nada, era apontado pelos deuses como o mais sábio dos mortais! Vejamos o que o próprio Sócrates nos conta, segundo o relato dado por Platão na obra Apologia – presta bem atenção, pois este é um dos parágrafos essenciais na história da filosofia:


“Ora bolas, eu tinha certeza absoluta de que não era sábio; tudo o que eu sabia é que não sabia de coisa alguma. O que o deus queria dizer, portanto, ao me designar como o mais sábio dos humanos? Os deuses nunca mentem. Por algum tempo, fiquei embasbacado, sem saber o que pensar. Então, embarquei em minha busca. Fui conversar com certo cavalheiro, um político, considerado por todos (especialmente, por ele mesmo) como profundamente sábio. Após conversarmos por algum tempo, comecei a perceber que a reputação era imerecida; o sujeito, na verdade, não tinha sabedoria nenhuma. Tentei alertá-lo sobre esse fato, mas ele ficou furioso. Então, fui embora; mas levei comigo essa reflexão: por mais ignorante que eu seja, ao menos sou mais sábio do que esse homem. O mais provável é que nenhum de nós saiba coisa alguma; mas ele pensa saber, enquanto eu estou consciente de que não sei nada”.

Referências.
BOTELHO, José Francisco. Uma Breve História da Filosofia: São Paulo. Abril. 2015.

Um comentário: