terça-feira, 17 de novembro de 2015

A construção de identidades nas interações.


O meio e a construção da identidade
Homem, ser social, inicia o desenvolvimento da sua identidade através da interação que mantém com o meio em que vive. A construção da identidade apresenta características diversas em razão das diferenças culturais. A cada experiência vivida, a cada problema enfrentado, se está alimentando o processo de construção da identidade.
É realidade contemporânea a criança freqüentar creche ou berçário a partir dos quatro meses de idade. Também é realidade a não especialização no processo de desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento da identidade, dos profissionais que lá trabalham, não existindo a motivação pedagógica à curiosidade, ao estímulo do desenvolvimento da fala e dos movimentos, ao convívio social e tantos outros itens, que quando estimulados, agem como diferencial no desenvolvimento sócio-cognitivo da criança.
É justamente através das atividades rotineiras que a aprendizagem deve ocorrer. O simples rolar sobre o próprio corpo dando inicio ao processo de autonomia do movimento, a tentativa de comunicação através de gestos e expressões faciais, a exploração do corpo ao analisar atentamente as mãozinhas deve ser estimulada. Também novos desafios devem ser propostos como incentivo à autonomia e independência do bebê.
A não especialização destes profissionais pode interferir negativamente no desenvolvimento da autoconfiança da criança, fator este, inibidor da construção da sua identidade.
No início da fase dos registros gráficos, garatujas, é essencial que o educador os valorize uma vez que esta experimentação incidirá na ampliação do conhecimento que a criança tem de si própria e do mundo que a cerca. O descaso poderá resultar na inibição, impedindo seu progresso e segurança nos próximos registros, imprescindíveis para o processo de construção da identidade.
O ser humano precisa ser elogiado, apreciado e reconhecido, durante toda a vida. O professor ao propiciar que o aluno exponha suas "idéias", de forma democrática, contribui para construção de uma relação equilibrada tanto entre aluno/professor quanto aluno/aluno.
Na adolescência há uma ebulição de idéias que acontece ao mesmo tempo em que as transformações corporais se mostram imensas e intensas. Tudo isso se apossa do adolescente sem que ele tenha pedido ou querido, tirando-o da zona de conforto em que se encontrava, necessitando do respaldo necessário para a continuada formação da sua identidade.
O diálogo é fundamental para o exercício desta construção além de exercitar o respeito à diversidade e à autonomia. A autonomia não se dá, se conquista. Para ser autônomo há que se ter confiança. A confiança se adquire através de uma boa preparação, e esta preparação é decorrente do exercício da ação dialógica. Todo este processo favorece a criatividade, tão fundamental na construção da identidade.
Enfim, todos estes quesitos embasam o indivíduo para que acredite em si mesmo e construa uma identidade forte.
Referência:

http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=172&doc=13175&mid=2

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