quarta-feira, 26 de março de 2014

A Colonização Espanhola da América.


Quando foi? De fins do século XV até meados do século XIX.
Onde foi? Em praticamente todo o continente americano. Em especial América do sul, central e Caribe.
O que foi? Foi o maior massacre da humanidade. Estima-se que cerca de 20 milhões de nativo-americanos morreram somente nos primeiros trinta anos de colonização graças à fome, as guerras de conquista e principalmente as doenças trazidas pelos conquistadores.
Os primeiros contatos: Em 1492, o explorador Genovês Cristóvão Colombo chegou a uma pequena ilha no Caribe acreditando estar nas Índias. Este ato marca o início da colonização do continente americano e de uma reviravolta tanto em nosso continente, quanto na Europa.
No início da colonização, tanto espanhóis quanto portugueses achavam que não existia na América nenhuma sociedade organizada. Mas com o passar do tempo os conquistadores perceberam (principalmente na América Espanhola) que ali existiam culturas extremamente desenvolvidas. Como os Incas, os Maias e os Astecas.
A chegada dos europeus na terra que hoje conhecemos como América, foi sem dúvida o encontro mais surpreendente da nossa história. O assombro foi mútuo. Europeus acreditavam ter chegado ao Éden. Já os nativos viam aqueles homens barbudos, brancos, fedidos, com armaduras e montados em cavalos como deuses.
Em 1519, Hernán Cortez chega a capital do império Asteca e fica deslumbrado com o que vê. Os nativos vivem em sociedades organizadas, possuem sua própria cultura, religião e arte. Além de dominarem técnicas de construção e agricultura.
A Guerra de Conquista: Diferente da América portuguesa que não possuía sociedades nativas organizadas, a América espanhola teve que enfrentar uma verdadeira guerra de conquista para colonizar o território americano.
Incas e Astecas, apesar de serem em maior número, foram facilmente dominados pelos espanhóis. Um exemplo foi a conquista do México por Hernán Cortez que com quatrocentos homens, dezesseis cavalos, trinta e duas escopetas e quatro canhões, derrotou um exército de cerca de quinhentos mil astecas e arrasou a linda cidade de Tenochtitlan, com a ajuda de indígenas de outras tribos.
Acredita-se que existiam em toda a América entre 50 e 100 milhões de nativos, enquanto a Europa da mesma época possuía entre 60 e 70 milhões de habitantes. A redução indígena foi drástica, eles foram dizimados pela guerra, pela fome, pelos maus tratos e principalmente pelas doenças trazidas pelos europeus contra as quais não possuíam anticorpos.
Os nativos lutaram contra a dominação dos espanhóis, mas foram vencidos. Os que sobreviveram tornaram-se a mão-de-obra da colônia espanhola.
A mão-de-obra indígena: Desde o início, os europeus queriam escravizar os povos nativos, mas a Igreja Católica era contra, pois para ela a missão da Espanha na América era a de salvar as almas pagãs. A coroa espanhola estava dividida, não podia ir contra a Igreja e nem contra os colonizadores. Para contornar a situação ela criou em 1919 a Lei da Guerra Justa. Com essa nova lei, a escravidão pura e simples não era permitida, mas as populações consideradas hostis e que colocassem em risco os projetos da Coroa podiam ser escravizadas.
Quase 30 anos depois, em 1540, a lei da Guerra Justa é revogada e a escravidão é declarada completamente ilegal na América Espanhola. Mérito da Igreja Católica que pressionava a Coroa.
Entretanto, o fim da escravidão coincide com a descoberta das grande minas de prata no Peru e no México. Então como resolver novamente o problema da mão-de-obra? Como forças os indígenas a trabalhar?
A solução veio com uma prática que já ocorria nos Impérios Astecas e Incas, o chamado Recolhimento Forçado dos Nativos. Assim como a guerra justa, o recolhimento dos nativos era uma forma de contornar a legislação que impedia a escravidão indígena.
Como trabalhavam os nativos? O trabalho não era gratuito, pois não era uma escravidão. Os espanhóis iam até as comunidades e sorteavam as pessoas que iriam ser obrigadas a trabalhar nas minas. O trabalho era forçado (trabalho compulsório), e os indígenas trabalhadores (mitayos) recebiam um jornal em prata (mita), com o qual deveriam se alimentar.

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