quarta-feira, 16 de junho de 2010

Wilhelm Dilthey (1833-1911): Tópicos.

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Nasceu em 19 de novembro de 1833 em Briebrich.
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Preparava-se para o sacerdócio mas por influência de Leopold Rank voltou-se para a filosofia e a história.
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Diplomado com 24 anos, tornou-se professor da Universidade da Basiléia.
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Em 1882 foi a Berlim tomar a cadeira de filosofia, onde ficou até sua morte em 1911.   (...)
A compreensão dos outros e das suas manifestações de vida.
·              Para Wilhelm Dilthey é na compreensão de si próprio e na ação recíproca que compreendemos as manifestações de vida das outras pessoas. E é de grande importância a compreensão dos outros para o conhecimento histórico.
·              1. As manifestações de vida:
·              São as expressões que dizem ou significam qualquer coisa e aquelas que tem o propósito de se tornar uma expressão de uma vida mental.
·              Existem três classes de manifestação de vida: os juízos, as ações e as expressões da experiência.
·              Os conceitos e os Juízos: São desligados da vivência em que ocorreram. O juízo é a validade de um conteúdo de pensamento independente da circunstancias de seu aparecimento e da diferença de épocas ou pessoas, reside ai o sentimento de identidade.
·              Ações: Ela nasce não na intenção de realizar uma comunicação, mas visando um fim que já se encontra implícito. A ação não define a vida interior de onde brotou.
·              Expressão da vivência: tem uma relação forte entre ela à vida da qual provém e a compreensão que provoca. Ela apenas pode ser julgada como sincera ou insincera e não como verdadeira ou falsa.
·              Tudo o que resulta da vida do dia-a-dia subordina-se aos interesses dessa vida, tudo quanto depende permanentemente da transitoriedade tem o seu significado determinado pelo momento.
·              2. As formas elementares da compreensão:
·              Ela começa a se manifestar nos interesses da vida prática.
·              As pessoas são colocadas diariamente um contato umas com as outras e devem aprender a se compreenderem mutuamente. Cada uma tem de saber o que a outra quer mesmo sem se utilizar da fala.
·              O processo de compreensão elementar baseia-se na relação da expressão com o que nela se exprime.
·              3. O espírito objetivo e a compreensão elementar:
·              Espírito objetivo são as múltiplas formas sob as quais se objetiva no mundo dos sentidos a experiência. E isso é comum a todos.
·              É neste espírito que o passado se torna para nós presente constante. Como os estilos de vida, os costumes, o direito, o Estado, as artes etc.
·              E é dentro deste mundo do espírito objetivo que nascemos, crescemos e recebemos as primeiras influências.
·              É a partir dessa experiência comum que existe uma conexão entre expressão e coisa expressa. Que volta as formas elementares de expressão.
·              Podendo assim qualificar a manifestação de vida como sendo a expressão de uma vida mental.
·              4. As formas superiores de compreensão:
·              A passagem das formas elementares para as formas superiores surge do fato de a compreensão partir do contexto normal da manifestação de vida e da vida mental que nela se exprime.
·              Das relações da vida surge à necessidade de formular juízos sobre o caráter ou a capacidade de cada individuo.
·              Para isso contamos com o significado dos gestos e de expressões deste individuo e nos utilizamos do raciocínio de analogia.
·              As formas superiores então se fundamentam na relação entre expressão e coisa expressa. Ela parte de uma manifestação e por meio da indução torna compreensível a estrutura de um todo.
·              A compreensão tem sempre por objeto algo individual. E nas formas superiores parte de uma apreensão indutiva do todo seja ela uma obra ou uma vida.
·              O espírito objetivo e a força do individuo determinam o mundo espiritual e é na compreensão de ambos que se fundamenta a história.
·              5. Transposição, recriação e revivência:
·              A transposição é uma tarefa da compreensão quando o eu é transposto seja para um ser humano seja para uma obra.
·              A compreensão constitui em si mesma uma operação inversa ao processo de ação. A compreensão deve seguir a ordem dos fatos, movendo-se progressivamente com a própria vida.
·              A revivência segue essa cronologia e seu êxito esta no fato de julgarmos estarmos diante de um todo contínuo. Como por exemplo quando um romancista ou um historiador segue o processo histórico.
·              Toda visualização de um ambiente ou de uma situação estimula em nós a revivência.
·              E a imaginação permite-nos acentuar ou diminuir sua ênfase, para assim recriarmos a vida mental de outra pessoa. E assim transportar-me para outras épocas e vivenciar em imaginação muitas outras existência.
·              6. A exegese ou interpretação:
·              O uso da recriação e revivência de experiências alheias ou do passado resultam de um dom.
·              Quando esse dom é trabalhado torna-se técnica. Essa técnica evolui graças à evolução da consciência histórica que esta ligada a compreensão. A compreensão sistemática das manifestações de vida para sempre fixadas chamamos exegese.
·              A exegese se consuma da interpretação dos vestígios da existência humana contida nos escritos. Sendo a base nas artes da filologia e nas ciências da hermenêutica.
·              O ponto de partida para o estabelecimento da verdade do testemunho das ciências do espírito parte do caráter da vivência que á percepção da realidade.
·              A compreensão parte do principio de localizar o historiador na situação de um leitor de época ou do ambiente do autor.

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